quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Moda Negra: Turbante por Tavyla Tamara

Meninas, estou em in love pelos turbantes, as meninas do Papo Reto deram uma dica de nos aprofundar mais na moda negra que não é tão valorizada hoje em dia e por incrível que pareça esses dias assisti um programa da Globo onde uma mulher estava ensinando como fazer, infelizmente não vou poder fazer o tutorial porque estou lotada no trabalho e só chego em casa a noite e seria ruim pra gravar. Mas prometo tentar fazer um look usando turbante ok? Enfim, decidi pesquisar e entender como tudo isso começou e de onde veio. Sejam bem vindos a minha aula de história rs , moda também é isso.



Onde e quando surgiu não sabemos ao certo, mas as histórias contas que existia antes do ano 570DC, ou seja, antes do nascimento de Maomé e da fé islâmica. O turbante nessa época tinha função religiosa. Vocês devem estar se perguntando como pode isso? Então vamos entender. É como se o turbante, que naquela época era conhecido como kawrah, protegesse os nossos pensamentos, quando sabemos o que é certo ou errado. Ocorre que ele sustenta a opção de fé e era usado apenas por homens. Já na fé Silk, religião monoteísta indiana, tanto homens e mulheres não devem cortar os cabelos e sim utilizar os turbantes para envolve lós e exibir como muito orgulho para que a nova geração não perca o hábito.




Em Rajasthan, maior estado indiano a cultura diz que se tirar o turbante e coloca ló sobre os pés de alguém é um sinal de submissão ou se trocar com alguém você esta criando um laço de irmandade. E até hoje os noivos usam turbantes para a cerimônia de casamento. Na África tem a função social, religiosa e fazem parte da moda utilizada por homens e mulheres. Chegou ao Brasil dado a influência dos africanos, mas assim como nesses países tem função religiosa sendo utilizada no Candomblé, umbanda representa serenidade e respeito que serve de proteção para os filhos de pai de santo.




Na moda, o estilista francês Paul Poiret introduziu o acessório na alta costura fazendo a cabeça de várias mulheres sofisticadas e artistas, entre elas Simone de Beavouire Greta e logo depois foi a vez de Carmem Miranda populariza o acessório aqui no Brasil. Na década de 60 o movimento do orgulho negro fez com que o uso do turbante voltasse novamente como uma forma de afirmação para mulheres negras. O turbante agora é sinônimo de estilo, originalidade e de muita atitude.



Enfim, é incrível como um simples pedaço de pano pode trazer uma história tão rica como essa, agora entendi tudo, porque o turbante no século 21 está fazendo esse sucesso todo. Porque nós mulheres acordamos todo dia atrás dos nossos direito, direito de igualdade, direito de usar a roupa que queremos sem sermos interpretadas pelo o tamanho da roupa, direito de mostrar que somos mulheres de atitudes e que nenhuma peça de roupa define caráter. Por tanto meninas espero que tenham gostado e que usem, inovem pois todas nós merecemos respeito. Beijos da Tavy!

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